domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bronquiolite aguda, uma revisão atualizada / Acute bronchiolitis, an updated review

 Autor: Carvalho, Werther Brunow de; Johnston, Cíntia; Fonseca, Marcelo Cunio.

A bronquiolite aguda (BA) é um diagnóstico freqüente de internação hospitalar em pediatria, ocasionada principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Ocorre epidemicamente nos meses de outono e inverno. Algumas populações de crianças (recém-nascidos pré-termo, cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, imunocomprometidos, desnutridos, entre outros) apresentam maior risco de morbidade e mortalidade. Os vírus multiplicam-se nas células epiteliais ciliadas, e a inflamação e os debris celulares ocasionam obstrução da via aérea, hiperinsuflação, atelectasia localizada, chiado e alterações das trocas gasosas. Não existem evidências definitivas em relação aos tratamentos utilizados para esta doença. O tratamento inclui a utilização de oxigênio, hidratação, beta-2 agonistas por via inalatória, epinefrina racêmica, DNase recombinante, fisioterapia respiratória, entre outros. Medidas profiláticas: administração de anticorpos monoclonais (palivizumab). A maioria das crianças com BA, independentemente da gravidade da doença, recuperam-se sem seqüelas. O curso natural desta doença, habitualmente, varia entre sete a dez dias, mas algumas crianças permanecem doentes por semanas.(AU).








  Fonte :   Revista da Associação Médica Brasileira (1992).-- Vol.38, no.1 (1992) -.-- São Paulo ISSN 0104-4230

Um vídeo mostrando a atuação da Fisioterapia !!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Eletricidade para tratar doenças do cérebro Estimulação cerebral profunda pode reverter danos do Alzheimer !!!

Uma técnica que estimula os tecidos cerebrais com impulsos elétricos pode atenuar a perda cognitiva causada pelo Alzheimer, o tipo de demência mais frequente entre idosos. A equipe coordenada pelo neurocientista Andrés Lozano, do Hospital Western Toronto, no Canadá, verificou diminuição de glicose no lobo temporal e cíngulo posterior, em seis pessoas com a doença, submetidas à estimulação cerebral (DBS, na sigla em inglês).

Os resultados foram publicados no Annals of Neurology. Segundo Lozanno, a diminuição do hipocampo e cíngulo superior especificamente (áreas importantes no desempenho da memória) pode estar associada a menores quantidades de glicose nestas regiões. A DBS consiste em enviar impulsos elétricos ao cérebro através de eletrodos implantados na região craniana. Os condutores foram colocados próximos ao fornix – um feixe de neurônios que envia e recebe sinais do hipocampo - em pessoas diagnosticadas com Alzheimer pelo menos 12 meses antes.

Após um ano de realização dos experimentos, os pesquisadores constataram que o método não somente evitou que o hipocampo diminuísse, mas o fez crescer em duas pessoas – cerca de cinco por cento em uma e oito por centro em outra. Estes dois participantes apresentaram melhora das funções cognitivas além do esperado, embora os outros quatro voluntários não. Apesar de Lozano não saber exatamente como o tratamento funcionou, outro trabalho recente de sua equipe com ratos sugere que a estimulação elétrica pode ter levado ao nascimento de neurônios no cérebro. O estimulo empregado em ratos desencadeou a produção de proteínas que auxilia neurônios a formar novas conexões.

Os pesquisadores pretendem realizar testes com um grupo de 50 pessoas, mas o médico John Wesson Ashford da Universidade Stanford, Califórnia, questiona o alcance prático desta abordagem, quando há milhões de pessoas com Alzheimer. Lozano aponta que cerca de 90,000 pessoas pelo mundo com a doença de Parkinson receberam a estimulação cerebral. A incidência de Alzheimer é somente cinco vezes maior. Assim como foi possível usar o procedimento no primeiro caso, também poderá ser usado em indivíduos com demência degenerativa.
  




Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/eletricidade_para_tratar_doencas_do_cerebro.html