sexta-feira, 18 de março de 2011

Displasia Broncopulmonar ( DBP)

 INTRODUÇÃO

A displasia broncopulmonar (DBP) é uma doença pulmonar crônica com características clínicas, radiológicas e histológicas próprias. Acomete, em geral, os recém-nascidos prematuros submetidos a oxigenoterapia e ventilação mecânica nos primeiros dias de vida. Desde a sua descrição, na década de 60, observou-se um grande progresso na assistência perinatal, como o maior uso de corticóide antenatal, a viabilização da terapêutica com o surfactante exógeno e o surgimento de novas técnicas de monitoração não-invasiva e de ventilação mecânica. Tais fatos contribuíram para o aumento da sobrevida de recém-nascidos cada vez mais imaturos e, em conseqüência, da incidência da DBP. Estima-se que cerca de 3.000 a 7.000 neonatos sejam afetados anualmente pela doença nos EUA. Apesar da freqüência da doença não ter diminuído nas últimas décadas, o avanço no tratamento de recém-nascidos com insuficiência respiratória tem atenuado a sua gravidade. Apesar disso, a DBP ainda tem grande importância clínica e de saúde pública, já que atualmente é reconhecida como uma das principais causas de doença respiratória crônica na infância, levando a hospitalizações freqüentes e prolongadas com altos índices de mortalidade e alterações do crescimento pôndero-estatural e desenvolvimento neuropsicomotor1-3. Tamanho impacto justifica o grande investimento nas pesquisas para identificar suas causas e buscar alternativas para prevenção e tratamento. Este artigo revisa os aspectos mais importantes envolvidos na fisiopatologia da DBP, além de tópicos importantes para a sua prevenção, tratamento e acompanhamento clínico.
INCIDÊNCIA

- Inversamente proporcional a I.G. e Peso (Acomete mais RNPT e de baixo peso).
                - Maior em sexo masculino, branco, com mãe diabética ou com HAS.
                - Relacionada também a  infecções pré-natais.
ETIOPATOGENIA

- Lesão Pulmonar por VPM (altas pressões de FiO2)
                - Deficiências Nutricionais
                - Exposição Pulmonar pós-natal a mediadores químicos (Ex. respostas Inflamatórias pó altas FiO2)
                - Infecções;
                - Lesões VPM ou PCA.
-> Tem como maior conseqüência alterações e interrupção do crescimento pulmonar pós natal, ainda imaturo.
TOXICIDADE PELO O2
Comum em RNPT: Altas concentrações de O2 liberam radicais tóxicos, e estes bebês apresentam baixa quantidade de anti-oxidantes. Esta síntese de radicais tóxicos não ocorre em RN a termo.
Alterações Pulmonares: Membrana Hialina, Edema, Vasodilatação, Lesão dos capilares pulmonares, Inflamação, Necrose epitelial, Diminuição do Surfactante.
* Todas estas alterações levam a diminuição do Volume e da Complacência Pulmonar, além do aumento de atelectasias.
IMATURIDADE PULMONAR
Devido a imaturidade pulmonar que está presente em RNPT`s existe:
                - Suceptibilidade a colabamento alveolar e barotrauma/volutrauma;
                - Lesão por ausência de antioxidantes;
                - Diminuição do mecanismo de defesa em Respostas Inflamatórias;
                      - Diminuição do surfactante = atelectasias
LESÃO DO VPM  -> Efeitos citotóxicos e edematogênicos
- Volutrauma (volumes excessivos que distendem os alvéolos) *
- Barotrauma (lesão por altas pressões)
- Atelectrauma (quando trabalha com baixa PEEP e ocasiona o cisalhamento alveolar)*
* Mais lesivos e predispõe à DBP.

Sequência das Lesões: Lesão pulmonar -> Aumento da permeabilidade Capilar -> Extravasamento Fluidos = Edema Pulmonar + Reação Inflamatória.
A inflamação leva a destruição da membrana alveolar que aumenta o fluxo de bactérias na circulação e pode lesionar outros órgãos.
                Outro fator que predispõe a DBP são as sucessivas reanimações cardio-respiratórias (RCR) com a utilização de RPPI (ambú).
INFECÇÕES
Podem ser congênitas ou nosocomiais, as duas levam à DBP. As pré-natais são mais graves pois a lesão é precoce. As que ocorrem no pós-natal levam a respostas inflamatórias e mediadores químicos que culminam na lesão pulmonar.
DESNUTRIÇÃO
Diminuição da absorção dos nutrientes e deficiência em Vitamina A (antioxidante) levam a alterações do desenvolvimento alveolar e de capilares pumonares.
FISIOPATOLOGIA
DBP Clássica
                DBP Nova ou Atípica
Clássica: Geralmente ocorre em Neonatos com I.G. maior e que foram expostos a uma lesão pulmonar precoce (Ex. SDR). Pode ocorrer por VPM e O2 levando a fibrose e necrose das VA`s proximais e distais com aumento de secreção e alterações das células e mucosas epiteliais.
                Lesão Grave com maior destruição alveolar e conseqüente fibrose. Podem ocorrer atelectasias e enfisema por hiperdistensão alveolar e de VA`s. Dificulta a relação V/Q.
Nova: Lesão pulmonar leve com menor comprometimento de fibrose alveolar e menor hiperdistensão.  Está associado a uma lesão prévia leve, como infecção. Apresenta menor quantidade de alvéolos decorrente da liberação de mediadores químicos.
QUADRO CLINICO
Aumento do DR (tiragens, retrações, taquipnéia, cianose)
DBP Clássica -> hiperdistensão pulmonar, diminuição da saturação à manipulação, aumento de broncoespasmos, atelectasias, infecções de repetição, cor pulmonale, deficiência nutricional, dependência de O2, diminuição do ganho estatural e atraso DNPM. ( foram submetidos a altos parâmetros de VPM)
DBP Nova -> Necessidade de O2 por outras doenças adquiridas (não foram submetidos a altos parâmetros de VPM)

ESTRATÉGIAS VENTILATÓRIAS
Baixas PEEP`s e Altos VC`s são as pricipais causas de lesão pulmonar.   
- Hipercapnia permissiva
- Ventilação Mecânica de Alta Frequência
- CPAP logo ao nascimento diminui a incidência de DBP *
TRATAMENTO
                - Oxigenoterapia -> Importante (Diminuir as alterações na relação V/Q)
                               * Corrigir a hipoxemia + Recuperar casos de Hipertensão Pulmonar e Cor Pulmonale + Auxiliar na recuperação do adequado crescimento pôndero-estatural.

referência:
LEONE, Cléa R. Displasia Broncopulmonar. In: Kopelman, Benjamin e Milton Miyoshi et al. Distúrbios Respiratórios no Período Neonatal. 1ª.ed. São Paulo: Atheneu, 1998.
Jornal de Pediatria  Print version ISSN 0021-7557  J. Pediatr. (Rio J.) vol.81 no.2 Porto Alegre Mar./Apr. 2005 - Displasia Bronco pulmonar

quarta-feira, 9 de março de 2011

Informação e Cuidados !!!

HIPERTENSÃO  !!!


Hipertensão Arterial ou Pressão Alta é quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias ( vasos) para ele se movimentar é muito forte, ficando acima dos limites normais.
O sangue circula pelo corpo humano graças ao efeito impulsor do coração, que atua como se fosse uma bomba.

São varios os fatores de risco que podem contribuir para que você tenha pressão alta:

Fatores não modificáveis:
  • HEREDITARIEDADE:   quando familiares (pais ou avôs) são portadores da hipertensão
  • IDADE: o envelhecimento aumenta o risco de desenvolver hipertensão.
  • RAÇA: a hipertensão é mais comum em pessoas da raça negra.
Fatores modificáveis:

  • OBESIDADE, TABAGISMO E COLESTEROL ALTO: são os principais fatores de risco que podem ser tratados ou evitados.
  • EXCESSO DE SAL
  • BEBIDA ALCOÒLICA: o uso de abusivo de bebibdas se associa á hipertensão.
  • SEDENTARISMO: a falta de exercícios contribui para o excesso de peso.
  • ESTRESSE: excesso de trabalho,angústia,preocupações e ansiedade podem ser responsáveis pela elevação da pressão.



A pressão alta geralmente não tem sintomas específicos,mas silenciosamente vai adoecendo os vasos,podendo causar dificuldades á circulação adequada.
varios órgãos podem ser acometidos: cerebro,coração,rins,por exemplo.


Consequências da Hipertensão Arterial:

  1. Derrame cerebral
  2. Insuficiência renal
  3. Infarto do miocárdio
  4. Insuficiência cardíaca
  5. Arritmias
  6. Retinopatia(diminuição da visão)
  7. Lesões nas artérias e outros.
Tratamento:

O  tratamento adequado pode controlar a pressão arterial,levando o paciente a ter uma vida saudável.Esse tratamento estende-se por toda a vida.
 Uma das maiores causas de insucesso no tratamento da HAS (também do DM) é a não adesão ao tratamento, ou seja: o paciente não segue corretamente as recomendações dadas pela equipe de saúde, não tomando os remédios, não cuidando a dieta, não fazendo atividades físicas, fumando, tomando bebidas alcoólicas...
É importante que a equipe de saúde da família  acompanhe e estimule a adesão destes pacientes ao tratamento.
A hipertensão não tem cura,mas tem tratamento,para seu controle o medicamento prescrito por seu médico deve ser usado regularmente.A adesão ao tratamento previne as complicações, realize consultas médicas regulares.


domingo, 6 de março de 2011

De acordo com a revista PEDIATRICS !!!

Maternal Smoking and Congenital Heart Defects in the Baltimore-Washington Infant Study.



O fumo materno e Cardiopatias Congênitas no Estudo infantil Washington-BaltimoreAlverson J. Clinton, MSA Mateus, J. Strickland, PhDa, b, Suzanne M. Gilboa PhDa, Adolfo Correa, MD, PhDaUma divisão de defeitos congénitos e inabilidades desenvolventes, Centro Nacional de defeitos congénitos e inabilidades desenvolventes, Centros para Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta, Geórgia, eb Departamento de Saúde Ambiental, Rollins Escola de Saúde Pública da Universidade de Emory, Atlanta, GeorgiaOBJETIVO Para investigar a associação entre tabagismo materno durante o primeiro trimestre eo risco de cardiopatias congênitas (CC) entre os lactentes.MÉTODOS O Baltimore-Washington infantil estudo foi o primeiro estudo population-based do caixa-controle de CC realizado nos Estados Unidos. lactentes caso e controle foram registrados durante o período de 1981-1989. Foram excluídas as mães com diabetes gestacional franca e as mães cujos bebês caso de anomalias não cardíacas (com excepção dos defeitos do septo atrioventricular com síndrome de Down), a partir da análise, o que resultou em 2.525 casos e 3.435 infantes do controle. Auto-relato no primeiro trimestre o consumo de cigarros materna foi verificado através de uma entrevista pessoal após o parto. Associações de 26 grupos diferentes de CC com o consumo de cigarro materno foram estimadas por modelos de regressão logística. Odds ratio (OR) correspondeu a um aumento de 20 cigarros por dia no consumo.RESULTADOS Observou-se associação estatisticamente significativa e positiva entre auto-relato no primeiro trimestre o consumo de cigarros materna eo risco de secundum tipo comunicação interatrial (OR: [intervalo de confiança de 95% (CI): 1,04-1,78], 1,36), via de saída do ventrículo direito defeitos (OR: 1,32 [IC 95%: 1,06-1,65]), estenose da válvula pulmonar (OR: 1,35 [IC 95%: 1,05-1,74]), truncus arteriosus (OR: 1,90 [IC 95%: 1,04-3,45]) , e levo-transposição das grandes artérias (OR: 1,79 [IC 95%: 1,04-3,10]). Uma associação sugestiva foi observado para defeitos do septo atrioventricular entre crianças sem a síndrome de Down (OR: 1,50 [IC 95%: 0,99-2,29]).CONCLUSÕES Estes resultados adicionam ao corpo de evidências já existente que implica no primeiro trimestre tabagismo materno como fator de risco moderado para selecionar fenótipos CHD.Palavras-chave: tabagismo materno defeitos congênitos defeitos cardíacos • • Estudo de caso-controle • • • epidemiologia odds ratioAbreviaturas: CHD = defeitos cardíacos congênitos • TGA = transposição das grandes artérias • NBDPS = Nacional de Prevenção de Defeitos Congênitos • Estudo RVOTO = saída do ventrículo direito • obstrução do trato DSAV = defeito do septo atrioventricular • IBW = Baltimore-Washington infantil • Estudo OR = odds ratio • IC = intervalo de confiança • l = levo-TGA-transposição das grandes artérias


Fonte:PEDIATRICS Vol. 127 No. 3 March 2011, pp. e647-e653 (doi:10.1542/peds.2010-1399)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ilustração sobre a Artrite Reumatóide (AR) para melhor entendimento.

ARTRITE REUMATÓIDE

INTRODUÇÃO
Artrite reumatóide (AR) é uma doença sistêmica do tecido conjuntivo cujas alterações são predominantes nas articulações diartrodiais e nas estruturas periarticulares, manifestando-se principalmente pelo processo inflamatório de caráter crônico e deformante da membrana sinovial.
ETIOLOGIA
A causa da artrite reumatóide ainda é desconhecida, porém, considera-se o fato de que seja uma doença multifatorial. Há uma alteração na resposta imunológica ( defeitos imunorreguladores) em indivíduos geneticamente predispostos.No entanto, os fatores precipitantes ou desencadeantes dessa disfunção não foram identificados.A participação neuroendócrinas, fatores ambientais e infecciosos está sendo estudada, porém , a presença de agentes como vírus ou bactérias específicos na membrana sinovial ainda não foi comprovada.

PATOGÊNESE
A artrite reumatóide acomete primeiramente a membrana sinovial com características de um processo inflamatório crônico.essa resposta seria mediada por linfócitos T que , com liberação de interleucinas,atrairiam e ativariam macrógafos, células mononucleadas e outras células plasmáticas,causando a destruição articular.

QUADRO CLÍNICO
As articulações mais acometidas são punho, metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais 9 geralmente são poupadas as interfalangeanas distais).Também são freqüentes o acometimento dos joelhos, dos tornozelos e de pequenas articulações dos pés,fora outras articulações.Ocorrem também algumas manifestações extra-articulares da doença.A presença de nódulos reumatóides é mais freqüente, esses aparecem em superfícies extensoras de cotovelos,punhos e joelhos, podendo aparecer também nos pulmões.O acometimento dos vasos,do pulmão, do coração,dos rins , do sistema nervoso central (SNC) e dos olhos acontece mais raramente.
DIAGNÓSTICO
Os exames laboratoriais são utilizados como auxiliadores  para o diagnostico e tratamento de Artrite Reumatóide.  Serão apresentados os exames mais freqüentemente utilizados na pratica clinica reumatologia.
Essa doença e crônica, apresenta quadro  evolutivo variado e o acompanhamento de exames laboratoriais poderá fornecer a possibilidade de elaborar o tratamento fisioterapeutico mais adequado.

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO
A reabilitação desses pacientes vai muito além da analgesia, que na maioria dos casos é momentânea (durando 1 a 2 horas) e de maneira isolada, não contribuirá com o controle da doença. A intervenção precoce é necessária para o sucesso do tratamento.A FISIOTERAPIA visa melhorar e manter a qualidade de vida do paciente com artrite reumatóide, levando em consideração a realização de atividades de lazer e de trabalho, bem como a higiene pessoal com independência.Mais especificamente, a fisioterapia tem como objetivo o controle  da dor e o aumento e a manutenção da amplitude  articular e da força muscular, a melhora da função cardiorrespiratória , a proteção articular , a conservação de energia e a manutenção da função motora.

Dica de leitura :  Manuais de Fisioterapia - Fisioterapia Reumatológica