sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Drogas Cardiovasculares : NITRATOS no tratamento da angina do peito

  •       Várias são as drogas utilizadas no tratamento de doenças que acometem o sistema cardiovascular, são  drogas vaso ativas que atuam em vasos arteriais e venosos, produzindo vasodilatação diminuindo a pré-carga e pós - carga.( pós- carga : é a resistencia contra  aqual o ventrículo precisa bombear e pré - carga: é a pressão que distende a parede ventricular durante a diástole e é determinada pelo retorno venoso.
  •        Nitratos são um grupo de fármacos vasodilatadores,usado no tratamento da  angina de peito e disfunção erétil. 
  •          A angina do peito é uma intensa dor torácica que ocorre quando o fluxo  sanguíneo coronário é inadequado para fornecer o oxigenio ao coração. 
  •          Nitratos são os medicamentos mais usados para tratar angina. Preparações de ação rápida são tomadas quando angina ocorre ou espera-se que ocorra. Nitratos relaxam e alargam os vasos sanguíneos, permitindo que mais sangue flua até o coração reduzindo o seu trabalho.
  •        Sua ação é :
                   Reduzem a pré-carga
           Reduzem a pós-carga
           Dilatam as artérias coronarianas  
                                                              Inibem a agregação plaquetária
 
Mecanismo de ação: o relaxamento da musculatura lisa vascular consiste em uma serie coordenada de etapas que atuam para desfosforilar a miosina -LC. O nitrato pode ser ingerido ou produzido pelo endotélio vascular que vai difundir-se para o interior da célula e ativa a guanilciclase. A guanil ciclase ativada catalisa a conversão do GTP que se transforma em GMPC que ativa a  miosina - LC que desfosforila a cadeia leve de miosina, impedindo a formação de pontes cruzadas de actina -  miosina e em consequencia ocorre o relaxamento da celula lisa vascular.  
 
 Os principais farmacos para tratar essa doença são: nitroglicerina, monitrato de isorssobida e dinitrato de isorssobida

  •         efeitos adversos:

Hipotensão ortostática
 Taquicardia
Cefaléia pulsátil severa
 Tontura
Rubor
Síncope
 Carcinogenicidade
 
 

 ISSO É UM RESUMO DA AÇÃO DO NITRATO NA ANGINA







sexta-feira, 4 de novembro de 2011

TPM ( tensão pré menstrual) !!!


A síndrome pré-menstrual (SPM) constitui um distúrbio altamente prevalente entre as mulheres em idade fértil, mas cuja revisão de literatura mostra ser um assunto longe de um consenso, com controvérsias sobre fatores de risco e de prote­ção, bem como sobre o nível de limitação que a síndrome pré menstrual (SPM) traz para a vida das mulheres, sendo, portanto, um tema que ainda deve ser muito estudado, visando à elaboração de estratégias de seguimento das pacientes acometidas pela SPM e pela síndrome disfórica pré-menstrual (SDPM).
Também conhecida por TPM, é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual podendo ser tão severos que interfiram significativamente na vida da mulher. A TPM é uma desordem neuropsicoendócrina com sintomas que afetam a mulher na esfera biológica, psicológica e social. A tendência hoje é acreditar que a função fisiológica do ovário seja o gatilho que dispara os sintomas da síndrome alterando a atividade da serotonina (neurotransmissor) em nível de sistema nervoso central.
Os sintomas mais comuns incluem: Por ordem de freqüência: desconforto abdominal, mastalgia, cefaléia, fadiga, irritabilidade, tensão, humor deprimido, humor lábil, aumento do apetite, esquecimento e dificuldade de concentração, acne, raiva, choro fácil, calorões, palpitações e tonturas.
A TPM está classificada em quatro tipos: A, C, H e D, de acordo com a          predominância dos sintomas. Esta classificação não é uma regra. Uma mesma mulher pode apresentar os sintomas de um ou mais tipos de TPM.

  •          TPM tipo A: as mulheres ficam ansiosas, irritadas, tensas e até mesmo agressivas. Este é o  tipo mais freqüente. 

  •  TPM tipo C: caracteriza-se pelo aumento do apetite, compulsão alimentar (predominando compulsão pela ingestão de doces, como chocolates),  fadiga, dor de cabeça e palpitações.

  •        TPM tipo H: há aumento súbito de dois a três quilos no peso corporal, aumento das mamas, dor e distensão abdominal.
  
  • TPM tipo D: é o menos freqüente e os sintomas predominantes são choro fácil, sonolência ou insônia, confusão mental e depressão. 







Os sinas e sintomas variam de mulher para mulher , são eles: Alterações de humor, impulsividade, irritabilidade, raivaTensão e ansiedade,Depressão.Alterações no apetite, compulsão por certos alimentos Dores musculares e nas articulações
Dor de cabeça. Ganho de peso por retenção de líquidos Aumento da circunferência abdominal
Sensibilidade aumentada nos seios.( entre outros ).

TRATAMENTO FISIOTERAPEUTICO

O tratamento fisioterapêutico consiste numa serie de atividades que proporcionam a mulher um bem estar devido ao alívio da TPM.
O tratamento com acupuntura consiste na aplicação de agulhas em pontos estratégicos do corpo capazes de despertar recursos de harmonização psicofísicos. Outras técnicas também são utilizadas, como, estímulos luminosos (Cromopuntura e Laserterapia), sonoros (Audiopuntura), imãs (magnetoterapia), estímulo com esferas de ouro ou prata, eletroestimulação e sementes ou partes de plantas (fitopuntura) colocadas nesses pontos. , o tratamento é feito uma vez por semana, com sessões de 15 a 20 minutos. O número de sessões dependerá de diversos fatores, dentre eles a resposta da paciente ao tratamento.
Após o tratamento a paciente é aconselhada a manter hábitos e estilo de vida saudáveis, além de poder continuar o acompanhamento com uso de fitoterápicos, homeopatia e terapias manuais como shiatsu, tui-na e massagem ayurvédica, indicados pelo fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.
Pilates também é indicado para TPM, porque trabalha muito essa muscultatura  e a dança do ventre também  pode ser comparada aos exercícios da fisioterapia,melhorando as disfunções causadas pela SINDROME PRÉ-MENSTRUAL.
Drenagem linfática também é muito usada porque a drenagem linfática, é uma massagem que facilita o escoamento do líquido linfático que passando pelos gânglios linfáticos é drenado para a circulação venosa.” A drenagem tem a função de desintoxicação e é recomendada tanto no período menstrual como na TPM e menopausa.Nessas fases,a mulher pode ter sensações de inchaço,aliviada pelo tratamento.As tensões da TPM também melhoram com o efeito relaxante da técnica.
As atividades físicas fazem com que a mulher elimine os excessos de líquido no seu organismo e fazem também com que ela desenvolva o hormônio chamado endorfina, que é um hormônio do bem-estar. Então, se a mulher realizar atividades físicas diárias ou pelo menos semanais nesse período de TPM, vai haver uma amenização  dos sintomas da síndrome , procurando atividades que não tenham impacto físico,para evitar uma possível queda na posição da bexiga e do útero .Além disso, é importante buscar exercícios que fortaleçam a musculatura abdominal e pélvica.


CURIOSIDADE !!! 

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SER FISIOTERAPEUTA !!!!

Ser fisioterapeuta é ter duas mãos e um coração entre elas, é manter expressão serena, mesmo com a alma desesperada, manter a mente quieta mesmo diante do desespero,ter um brilho no olhar mesmo quando não temos esse motivo, é transformar lágrimas em desabafo e ser humana para dar conforto.O coração estremece por muitas vezes cheio de emoções inexplicáveis, mas proporcionando o alívio dentro da alma, levando conforto para o coração e com nossa sabedoria poder proporcionar a reabilitação.Ser fisioterapeuta é acreditar na esperança que dias melhores virão, é vencer o sentimento de onipotência que nós é erroneamente delegado, é reconhecer nossos próprios limites.Mas, acima de qualquer coisa, fazei Deus que nunca perca a capacidade de chorar e jamais esquecer que em minhas minhas mãos junto com sua mão existe o maior milagre”A vida”.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Toxicidade pelo O2


APRESENTAÇÃO
•      Gás inalante.

INDICAÇÕES
•      Coadjuvante na anestesia geral, utilizado como diluente para outros gases ou fármacos voláteis.
•      Oxigenoterapia em condições de hipoxemia.
•      Redução da pressão parcial de nitrogênio em embolia gasosa, pneumotórax, obstrução intestinal.
•      Oxigenação hiperbárica.

CONTRA-INDICAÇÕES
•      Altas concentrações de O2 devem ser evitadas em pacientes cuja respiração é dependente de CO2, uma vez que a oxigenação reduz a pressão parcial de dióxido de carbono, e depressão respiratória pode acontecer.

PRECAUÇÕES
•      Altas concentrações de O2 no ar inspirado (maiores de 80%) produzem toxicidade e, acima disto, a toxicidade do O2 será proporcional à concentração e ao tempo de duração da exposição.
•      É necessária umidificação do Oxigênio no momento de administração.
•      Dispositivos de oxigenação devem passar por adequadas técnicas de esterilização e desinfecção.
•      As válvulas do cilindro de Oxigênio não devem ser engraxadas, e a manipulação dos cilindros exige cuidados com fogo, pois há risco de explosão.
•      O uso de Oxigênio suplementar em neonatos é controverso.

ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO
•      O Oxigênio pode ser administrado por meio de sistemas que aumentem sua concentração no ar inspirado e aparelhos de respiração artificial.
•      A dose de Oxigênio é expressa em litros por minuto ou percentagem e deve ser ajustada às necessidades de cada paciente.
•      Quando a administração contínua for indicada, as menores concentrações possíveis devem ser empregadas.
•      A concentração de Oxigênio nos gases anestésicos inspirados nunca deve ser menor que 21%.

ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES
•      A pressão de O2 no ar inspirado dilui-se como vapor de água e CO2, correspondendo a 105 mmHg no alvéolo, nível que rapidamente é igualado, por difusão simples, no sangue. O2 liga-se ao componente heme da hemoglobina em quantidade proporcional à pressão parcial de O2 no sangue arterial e o gradiente de concentração determina, por fim, a liberação de O2 para os tecidos.

EFEITOS ADVERSOS
•      Toxicidade pulmonar, hemorragia pulmonar, espessamento do septo alveolar.
•      Depressão respiratória, narcose carbônica.
•      Irritação do trato respiratório (tosse, ressecamento das mucosas, obstrução nasal, dor de garganta e desconforto subesternal).
•      Retinopatia da prematuridade (fibroplasia retrolental) em recém-nascidos mantidos em altas saturações de Oxigênio.
•      Alcalose metabólica.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
•      Bleomicina pode induzir toxicidade pulmonar grave em pacientes expostos a concentrações de O2 durante anestesia.

PERIGOS DO  O2
Em geral a oxigenoterapia é bem tolerada, mas há certos perigos associados com a mesma:
* Toxicidade por Oxigênio: como resultado do processo do metabolismo do oxigênio produzem-se radicais
livres com grande capacidade para reacionar químicamente com o tecido pulmonar. Estes radicais são tóxicos para as células da árvore traqueobronquial, assim como também o alvéolo pulmonar. Com altas concentrações de O2 ocorre destruição oxidativa do tecido pulmonar e isto se manifesta de maneira aguda com uma irritação traqueobronquial com desordem da atividade dos cílios do epitélio respiratório e com diminuição da capacidade vital secundária ao edema presente e ás atelectasias por reabsorção. Se o contato continua, os capilares começam a suar. Isto se acompanha de hemorragia intraalveolar com produção de edema alveolar com diminuição da função das células tipo II, produtoras da substância tensoativa do pulmão.